Delta do Parnaíba, PI – Novembro de 2011

Em novembro de 2011, estava o Lord Gato em Salvador por ocasião do IX Simpósio de Segurança do Navegador Amador quando o Comandante Brancante resolveu dar uma “esticadinha” até o Delta do Parnaíba, no Piauí.
Piauí é a terra do Antônio, seu marinheiro, que vivia falando das maravilhas do lugar, sem nenhum exagero, por sinal.
Lá conhecemos a sua família, numa casa de frente para aquele marzão, todos ligados à pesca.
O Lord Gato ficou ancorado num pequeno estaleiro que faz a manutenção dos barcos de pesca e lá fomos nós se avião para Teresina: Brancante, Ana, sua mulher e eu.
Após 5 horas de carro, chegamos à Parnaíba, uma bela cidade, que abriga a Capitania dos Portos do Piauí, onde fomos recebidos com muito carinho pelo CF Paulo Mauricio Rodrigues de Souza, então Capitão dos Portos e sua bela família.
Viagem maravilhosa! Percorremos de bote os canais que formam o Delta, com suas dunas e águas mornas.
E numa lancha chegamos até o Maranhão, onde um guia local nos levou de carro por um caminho de areia beirando o mar até Barreirinha, porta de entrada para os Lençóis Maranhenses.
Nos hospedamos numa singela pousada, sem nenhum luxo, mas com uma comida excepcional, além do carinho demonstrado num pequeno ramo de primaveras contrastando com o branco das colchas em nossos quartos. Gente simples e acolhedora, terra de imensos contrastes e, nós três, não pudemos nos furtar de comentar sobre as injustiças sociais tão evidentes.
Mas, a beleza natural nos encantou, ao percorrermos o Rio Preguiça de voadeira, parar nas sua ilhotas, ver a sua fauna e a flora exuberantes.
Nas dunas, disse eu ao casal – Deveríamos ter vindo aqui na década de 70, quando seria mais fácil a caminhada!
Mas, tudo foi muito lindo.
E, retornamos de barco, para o Gato que nos esperava ali tranquilo naquelas águas envoltas em dunas douradas durante o dia e a noite brilhantes, sob a lua.
E eu, marinheira de poucas viagens, retornei um dia antes do casal, em estado de graça, muito feliz pela experiência de ter visto um Nordeste além das capitais e pela companhia de amigos tão queridos.
E o Lord Gato, ficou por lá até pouco antes do Natal quando começaram a voltar para seu porto de origem. Mas, aí, é outra história.

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