Navegação segura: 5 regras de manobras para embarcações

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Manobras de embarcações

A segurança na navegação vai muito além de um check-up nos equipamentos e sistemas, bem como manutenções em dia. Quando se está em alto mar, a prudência e o bom senso devem prevalecer para que uma viagem tranquila não se transforme em uma tragédia num piscar de olhos. Por isso, saber as manobras de embarcações é essencial para navegar.

A Marinha do Brasil enfatiza que, ao conduzir o barco de forma arriscada, as chances de não ter uma reação imediata diante de um obstáculo, como boias, rochas, bancos de areia ou até mesmo outras embarcações, são muito grandes. Por isso, para início de conversa é fundamental que o comando da embarcação seja feito por alguém habilitado.

E do mesmo modo que existem regras para dirigir um automóvel, na água o condutor também precisa ter a mesma responsabilidade que em terra, principalmente com o aumento da flotilha brasileira. O condutor precisa conhecer as manobras de embarcações se perceber que está a ponto de sofrer uma colisão com ouro barco, além de conhecer o significado de balizas pela rota e de alguns sinais sonoros.

Para quem navega, as regras são baseadas no Regulamento Internacional Para Evitar Abalroamento no Mar, o RIPEAM. Algumas normas são, inclusive, parecidas com as que regulam o tráfego de automóveis. Para saber mais, clique aqui.  

Neste post vamos listar as principais regras de trânsito em alto mar que são:

  • Preferências entre barcos;
  • Velocidade;
  • Luzes de navegação;
  • Sinais sonoros;
  • Boias e balizas.
Preferência entre barcos

A regra básica prevê que a embarcação que tem maior velocidade e melhor capacidade de manobra, cede a passagem. Um exemplo: jet skis e lanchas devem abrir caminho para veleiros. E estes, por sua vez, devem desviar de barcos a rema ou de pescadores.

Em relação aos navios, todos as outras embarcações devem desviar deles.

Se acontecer de dois barcos se aproximarem frente a frente durante uma navegação, ambos devem virar para a direita (boreste). Agora se for em um cruzamento, a embarcação da direita tem a passagem.

Em relação a ultrapassagem, a embarcação que alcançar a outra deve desviar pela direita do barco da frente, diferente do que se pode fazer com automóveis.

Velocidade

Apesar da preferência prevalecer na água, manter o bom senso é fundamental ao perceber que o outro barco não vai desviar do seu. Por isso, navegar em alta velocidade não é a melhor saída. O deslocamento da embarcação pode gerar uma marola capaz de causar estragos em áreas de ancoragem ou até afundar embarcações pequenas.

Luzes de Navegação

As embarcações contam com algumas luzes para facilitar a navegação noturna ou quando as condições de visibilidade estão reduzidas durante o dia por conta de chuvas ou nevoeiros, por exemplo.

Portanto, além das luzes verde e vermelha nos bordos, os navios, lanchas e veleiros mostram uma luz branca na popa. Os rebocadores quando estão puxando outro barco exigem uma luz amarela na popa e a regra é nunca passar atrás de um rebocador em operação por conta do cabo de reboque.

Sinais Sonoros

Para chamar a atenção de outros barcos, as embarcações utilizam apitos e buzinas. E há regras específicas para cada tipo de sinal sonoro.

Um apito curto significa que o barco vai virar para a direita. Quando são dados dois apitos curtos significa que a embarcação vai virar para bombordo. Se são três apitos, significa que o barco vai dar marcha à ré.

Agora um apito longo, de aproximadamente 6 segundos, é dado antes de entrar em uma curva. Se são dois apitos longos e um curto significa que o barco pretende ultrapassar o outro por boreste.

Quando um barco pretende ultrapassar outro por bombordo, são dois apitos longos e dois curtos. Já cinco apitos curtos querem dizer que o barco não está entendendo as manobras do outro.

Por fim, um apito longo, no máximo a cada dois minutos é sinal usado em nevoeiros.

Boias e balizas

As boias são sinalizadores flutuantes e as balizas são os encravados em algum ponto sólido. Ambos têm o objetivo de evitar lajes perigosas e águas rasas.

As boias verdes e vermelhas são usadas para indicar o canal de passagem. Porém, quando a embarcação se depara com as mesmas boias, mas com uma faixa horizontal vermelha ou verde, no centro, indica que há uma bifurcação com dois canais à frente.

Quando há um perigo isolado, a sinalização é feita por boias ou balizas de cor preta com faixas horizontais vermelhas e duas esferas pretas no topo. Quando o navegador avista essa sinalização quer dizer que existe um perigo embaixo delas, como uma laje ou um casco soçobrado.

Agora quando as águas são seguras as boias e balizas são  brancas com faixas verticais vermelhas. Esses sinalizadores indicam águas mais profundas e totalmente livres de obstáculos perigosos à navegação na região.

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